‘POV Freddie: ’’
Aquela manhã foi totalmente e irrevogavelmente irritante. Eu Estava ansioso, animado e apreensivo, pois hoje ia sair novamente com Sam. Dessa vez iríamos ao Shake da Hora.
Depois de quatro horas torturantes, finalmente acabou a aula de sexta-feira na Ridgeway.
Cheguei em casa e ignorei minha mãe como havia pego o costume. Era divertido escutar ela reclamando sobre minha conduta. Mas ultimamente ela anda meio... Chapadona...
Ainda não descobri o que ela anda tomando... Ou fumando...
Vesti um jeans mais escuro do que eu uso normalmente e uma camiseta vermelha com as mangas dobradas. Sem listras. Sam odeia listras.
- E dês de quando eu me preocupo com o que ela pensa?! – Perguntei a mim mesmo.
Não sei, mas ultimamente eu acho que gosto dela de uma maneira diferente...
‘POV Sam: ’
Cheguei em casa e vi minha mãe novamente vestindo um biquíni 3 números menor do que ela realmente usa. Assustador, eu sei.
Tomei um banho e vesti uma calça jeans que vinha até o joelho, coloquei meu all star preto e uma blusa vermelha. Sem listas. Odeio listras.
Passei uma maquiagem leve no rosto e um brilho labial transparente sabor menta e passei meu inseparável perfume de chocolate ao leite.
Sai de casa e nem me importei em dar tchau ou explicações para minha mãe. Ela deve ter deduzido que eu iria à Carly como sempre.
Estava chegando ao Shake da Hora quando vi o pateta do Freddie falando com o Gibby
Caramba, o Freddie estava tão gato! Logo me escondi atrás de uma árvore para escutar o que eles falavam, quando começou a chover.
- Eu não quero saber se ficou claro ou não. Eu ganhei a aposta. Já é a segunda vez que eu encontro ela. Não ligo, eu ganhei. – Dizia Freddie com irritação.
- Não me provou nada! – Rebatia Gibby
- Mas eu não vou envolver meus sentimentos nisso! Não ligo Gibby! EU GANHEI! Eu já disse que ganhei a aposta! Conquistei a Sam! NÃO ME IMPORTA, EU GANHEI. Ela está na palma de minha mão! – Disse Freddie puxando Gibby pela gola de sua camiseta.
- OK! Azul ou rosa?
- Amarela.
Ele havia feito uma aposta?! Ah, Sam! Eu fui burra de novo!
- Como você pôde Freddie?! – Falei empurrando-o e saindo correndo. Eu precisava ficar sozinha.
- S-Sam !!! – Gritou ele correndo atrás de mim. Mas eu corria mais rápido, ele não iria me alcançar.
Corri enquanto podia, enquanto eu conseguia. Fui correndo pela chuva até a Ponte Europa, ao norte de Seattle, e lá, sentei abaixo de uma árvore grande que estava a beira dos mastros dela.
Lágrimas quentes escorriam por minha face, riscando meu rosto. Suas palavras se repetiam em minha mente, como se fossem espinhos afiados com veneno.
Sentia-me traída, usada. Como se eu fosse um guardanapo de papel, que nós usamos e jogamos fora.
Deixei a água da chuva lavar minha alma, e o vento levar minha consciência. Eu estava sozinha, e depois dali, só havia um lugar que eu queria ficar.
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